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Birdman

 

 

O mexicano, Alejandro González Iñarritu, é um desses casos singulares do cinema. Um mestre do seu tempo. Em seu debut, Amores Brutos, versou sobre a nossa realidade caótica e a crueldade da natureza humana. Contestou Deus e questionou o valor da vida e o seu peso em 21 Gramas. Revelou em Babel, nossa insignificância diante do acaso e a necessidade intrínseca que o ser humano possui de sentir-se especial, fazendo um paralelo com um dos contos do Livro Gêneses, Antigo Testamento, onde supostamente os homens teriam construído uma Torre com o objetivo de alcançar os Deuses. E em Biutiful, Iñarritu mergulhou no sofrimento e na dor para falar da morte e moralidade criando sua obra mais visceral.

 

Dessa vez, ele narra uma comédia de humor negro para contar a história de um ator fracassado que planeja montar uma peça de teatro na tentativa de ressurgir das cinzas.
 

Flertando com a esquizofrenia, transtornos psíquicos e poderes sobrenaturais, Iñarritu satiriza o showbiz e golpeia a indústria do entreterimento. Transitando pela volatilidade mental do personagem, em uma atuação para a eternidade de Michael Keaton, exposto, enfraquecido e com o ego inflamado, até a catarse final, Inãrritu estuda a cura emocional através de experiências traumáticas e a consequente valorização pessoal.

 

Se um idiota nasce a cada segundo, Birdman se tornará uma crítica eterna para um mundo infestado de imbecis.