Boa Sorte

 

 

Carolina Jabor busca na melancolia e na loucura a lucidez necessária para realizar seu primeiro longa. Um adolescente é internado, por seus familiares, em uma clínica psiquiátrica quando diagnosticado com depressão. No local ele conhece Judite (Deborah Secco), uma paciente com HIV e dependente química em estado terminal. Apesar do ambiente inóspito, um romance se inicia.

 

O interesse da Deborah Secco em participar do longa é evidenciado por sua atuação e comprometimento físico a que a atriz se impôs.

 

Carolina Jabor entende os protagonistas e proporciona com que a dupla de atores desenvolvam seus devaneios concebendo um romance ímpar e palpável. Carolina domina bem a câmera e seus enquadramentos, e é muito segura em transformar um assunto tão agressivo em um filme doce e leve, optando sempre pelo tom certo e a luz fria. Porém, ainda falta-lhe desapegar das péssimas influências do cinema americano e da tv brasileira. Os coadjuvantes estereotipados, o excesso de didatismo, as soluções fáceis e o final tendencioso.

 

Apesar da cena final ser canalha e desagradável, beirando a vergonha alheia, para uma primeira projeção o saldo final é positivo. É um cinema correto. Uma linha reta, que poderia ser ascendente caso o filme tivesse terminado cinco minutos antes.