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Brooklyn

 

 

Brooklyn faz lembrar o último filme de James Gray, Era Uma Vez em Nova York (2014), ambos focam em uma personagem feminina que almeja melhorar sua condição de vida imigrando em um País estranho, a diferença evidencia-se nas mãos de cada diretor, Gray tem uma veia dramática afiada enquanto que Crowley procura explorar a nostalgia de forma serena.

 

Nick Hornby - roteirista respeitado - escreve o longa, adaptado de um romance, e John Crowley executa. Quinto, e melhor, filme da carreira de Crowley que atinge o nível de maturidade que todo cineasta ambiciona. Na trama, a jovem irlandesa Ellis Lacey (Saoirse Ronan) deixa sua terra natal para morar no Brooklyn em busca de suas realizações. Ao se apaixonar por um italiano ela ficará dividida entre o amor e o dever.

 

O grande destaque do filme é a atuação genuína de Saoirse Ronan, a jovem atriz acumula uma quantidade de grandes trabalhos que não condiz com sua pouca idade colocando-a como uma das mais precoces e talentosas atrizes da atualidade. Desejo e Reparação (2007), Um Olhar do Paraíso (2009), Hanna (2011), Byzantium (2012), Minha Nova Vida (2013) e O Grande Hotel Budapeste (2014) são exemplos da eclética filmografia de Saoirse, todavia é em Brooklyn que ela alcança seu auge, até o momento. Muito segura, ela domina completamente as emoções da personagem diante dos enfrentamentos postos à ela.

 

Um drama romântico saudosista bem balanceado e delicado que faz o expectador sentir-se bem ao seu final, merecendo todos os elogios recebidos, sendo, até aqui, o filme mais querido pelos críticos.

 

Sócrates, que já foi atacado por Nietzsche pelo seu ode ao otimismo, buscava a alegria da alma, uma vez que ela constituía os belos dias da vida independentemente da época, Brooklyn enseja esses dias.