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Cake

 

 

Em um tempo onde a felicidade se tornou uma obrigação e as pessoas maqueiam e produzem, nas redes socias, uma imagem feliz para o consumo dos demais em larga escala, filmes como Cake incomodam. A seita à felicidade permanente não suporta a dor porque vive no teatro da alegria, um espécie de realidade infantil paralela, criando inúteis seres cada vez menos resilientes.

 

Na trama, Jennifer Aniston é uma mulher traumatizada e depressiva que busca ajuda em um grupo para pessoas com dores crônicas. Ela ficará obcecada pelo suicídio de um dos membros do grupo, Nina, e aos poucos se aproximará do ex-marido de Nina (Sam Worthington).

 

Daniel Barnz dirige seu melhor e mais difícil filme da carreira, mas é Jennifer Aniston que choca com uma atuação monstruosa. Acostumada com papéis fáceis e ridículos, Aniston, buscando um reposicionamento na carreira, realiza o papel de sua vida e surpreende os críticos mostrando que sabe atuar, algo que talvez nem ela acreditava. Delírio estrondoso dos velhinhos da academia por não a indicarem como Melhor Atriz.

 

Barnz desfigura Aniston para mergulhar nas profundezas do sofrimento humano escancarando suas sequelas físicas e psicológicas. Contemplar o suicídio é um exercício perigoso demais, mesmo para aqueles que desejam afastar-se do rebanho.

 

A dor é a substância absoluta do existir e a vida é nada mais que uma luta sem fim pela existência do qual cedo ou tarde acabaremos vencidos.