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Força Maior

 

 

Filme sueco que concorreu ao Globo de Ouro de Melhor em língua estrangeira, se passa nos Alpes franceses. As férias de uma família comum entram em colapso quando são surpreendidos por uma quase-avalanche. A reação covarde do pai ao abandonar a mulher e seus dois filhos e correr sozinho em direção à sobrevivência, colocará em xeque seu casamento, seus instintos e sua imagem.

 

Ruben Ostlund quebra o paradigma do homem da família, o protetor, eliminando seu instinto coletivo em prol da individualidade e desafia se a razão prevalece ou se esvai em situações desse porte.

 

Sombriamente cômico, Força Maior flerta com o riso da vergonha alheia proporcionando um olhar intrigante e instigante em papéis de gênero e expectativas de masculinidade. A cena do "julgamento do pai" diante da esposa e de um casal de amigos é impagável, uma das melhores cenas do ano, extremamente cruel e ao mesmo tempo hilária.

 

Sartre dizia que uma das caractéristicas fundamentais da relação homem-homem é a vergonha: da que vergonha que se sente frente aos olhos que estão nos olhando e nos julgando. Todos julgam o tempo todo. Não se olha, se observa. Se o inferno são os outros, já diria Sartre, e só podemos julgar aquilo que já está feito, pois o Homem é aquilo que faz: então aproveite o filme e julgue a vontade.