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Foxcatcher

 

 

Um filme que valoriza a paciência do telespectador. A essa altura todos conhecem a trágica história e esperam pelo desfecho final. Sabendo disso, o diretor constrói uma tensão constante como poucas vezes se viu. É como uma lenta queimadura, que te dilacera aos poucos.

 

Campeão olímpico de luta greco-romana, Mark Schultz (Channing Tatum) recebe um convite do excêntrico milionário John du Pont (Steve Carell) para entrar em sua equipe, Foxcatcher. Atraído pelo salário e excelentes condições de treinamento e moradia, Mark aceita a proposta. Com a convivência diária os dois se tornarão amigos, mas a personalidade doentia de du Pont mudará os rumos da vida de ambos.

 

Bennet Miller dirige com primor o soturno drama, mantendo o excelente nível de seus filmes (os anteriores foram Capote e Moneyball). As atuações são uma excelência a parte e até Channing Tatum, ator medíocre, faz a interpretação de sua vida. Por motivos óbvios quem rouba o filme é Steve Carell. O longa foi feito pensando nele. A maquiagem parece um tanto carregada limitando um pouco as feições de Carell, mas nada que comprometa sua atuação absurda.

 

Vaidade é um vício da alma, do entendimento e não da vontade. É tão perniciosa que pode se unir a falsas virtudes, pode nascer com todas e ser a última a acabar. Até a humildade pode nascer da vaidade. Du Pont era a vaidade em sua forma materializada. Doentio e esquizofrênico iniciou um ciclo de deterioração mental carregando todos ao seu redor para o abismo.