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Joy

 

 

Depois do excelente O Lado Bom da Vida (2012) e o interessante Trapaça (2013) essa é a terceira parceria (de sucesso) entre David O. Russell e Jennifer Lawrence, entretanto o mais fraco dessa trilogia da dupla. David O. Russell, apesar de não parecer para quem o acompanha na última década, tem uma carreira marcada por altos e baixos - muitos acreditam que o modo pouco amigável com que o diretor relaciona-se no set seja uma das influências diretas dessa oscilação. Até tornar-se um cineasta de renome em Hollywood, fato que só ocorreu em 2010 com o espetacular O Vencedor, O. Russell dirigiu alguns filmes sofríveis.

 

Em Joy, Jennifer Lawrence é uma das maiores empreendedoras dos Estados Unidos, e o filme narra a trajetória de uma mãe solteira inventiva e determinada que supera as adversidades, revoluciona o mercado americano e constrói um império.

 

A queridinha dos americanos novamente está impecável e, senão chega a brilhar como em outras ocasiões, faz um trabalho sólido com um certo charme e graça que o personagem exige.

 

O tom cômico e os excessos caricaturais novamente estão inseridos, como é de costume nos trabalhos do diretor, o elenco estrelado está em forma, o aparato técnico sob medida e a narrativa, em geral, agrada, apesar de sempre tender para o novelesco.

 

O filme, o elenco, o diretor e as indicações recebidas, enfim, todas as variáveis prometiam algo maior do que se vê em tela, há uma urgência e um exagero da mídia americana em prestigiar tudo que O. Russell e a Jennifer Lawrence fazem, como se seus talentos necessitassem de aprovações a todo trabalho realizado.

 

Se as expectativas excessivamente otimistas geram decepções inversamente proporcionais, a cura é baixar as expectativas a ponto de aproximá-las da realidade, já que nenhum ser vivo consegue viver sem expectativa alguma. Seguindo a filosofia estoica, sem muitas expectativas é possível apreciar melhor a fita, Lawrence salva o filme do esquecimento a médio prazo, a longo prazo é inevitável.