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Manglehorn

 

 

Manglehorn conta a história de um chaveiro solitário que vive com seu gato de estimação, mas não consegue esquecer o amor de sua vida, sua obsessão final.

 

O velho ícone, Al Pacino, ator que se mantém no imaginário dos cinéfilos com um dos grandes intérpretes de todos os tempos por mais de quatro décadas, retorna aos holofotes após vários tropeços recentes. O grande mestre, mais shakespeariano do que nunca, está em plena forma. Aqui faz uma excelente parceria com David Gordon Green, retomando as rédeas de sua carreira ao largar as grandes produções americanas para se concentrar em projetos menores e com mais autoria (o diretor filmou recentemente Joe e Manglehorn).

 

Pacino, deixa de lado sua conhecida vaidade e abraça a velhice com uma performance absurdamente íntima. Cansado, lento e exposto, com um tipo único de cadência melancólica, Pacino cria um personagem memorável e em constante martírio.

 

Um filme sobre a existência solitária. Sobre o triste fim. A caminhada final mergulhada em amargura e eivada de arrependimentos. A cena final é uma mistura de simplicidade com inocência e fantasia que se aproxima do que costumamos qualificar como genial. Daqueles momentos que se eternizam.

 

A lenda disse que se refugiou no teatro para recuperar à essência da atuação. Seja por necessidade ou ambição a luta é inerente ao homem.