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Mulheres do Século 20

Um panorama dos anos 70 na emancipação feminina deixando de lado a beata da casa, obediente aos pais, marido e Deus - formulação arcaica Cristã - dando lugar a mulher rebelde, viva e ativa. Nessa transição, lutada e forçada, de conceitos uma mãe (Annette Benning) tenta criar sua família da melhor maneira possível enquanto convive com suas duas jovens amigas, uma fotógrafa adepta da cultura punk (Greta Gerwig) e amiga de seu filho (Elle Fanning).

As décadas de 60 e 70 são um marco na luta pela equidade entre os sexos, mulheres irão se reunir e marchar difundindo seus ideários e sua justa indignação. Como qualquer movimento revolucionário o feminismo causa desconforto e em toda luta de classes desproporcionais faz necessário à minoria o apelo por uma enfática ação, ingenuidade pensar que os direitos se construam apenas com discursos, ainda que sua fundamentação passe por ele.

Situado no estado dourado da Califórnia, um dos estados que mais valorizam a liberdade de expressão, Mike Mills elabora um micro experimento de um determinado nicho para estabelecer uma paralela relação com a mudança da base familiar a partir da revolução sexual feminina.

 

Sempre atento as pequenas notas, Mills detém o controle das consequências de sua ousadia e sabe que, invariavelmente, no curso da exploração das personalidades corações serão partidos. Como há sempre um outro lado para cada história, ter um coração partido é uma maneira eficiente de aprender sobre o mundo.

Dizem que ficar pensando demais se você é feliz ou não é um grande atalho para a depressão, os espíritos livres agem de acordo com suas necessidades e seu meio, podem não ter as opiniões mais corretas, mas se libertaram da tradição, com felicidade ou fracasso. Normalmente, porém, ele terá do seu lado a verdade, ou pelo menos o espírito da busca pela verdade. Ele exige razões; os outros, fé.

por Elmar Ernani