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O Ano Mais Violento

 

 

1981, estatísticamente considerado um dos anos mais violentos da história de Nova York, um imigrante e sua esposa (Oscar Isaac e Jessica Chastain) tentam expandir seu negócio enquanto lidam com a onda crescente de corrupção e violência que assolam a região.

 

Diretor e argumentista da película, J. C. Chandor, já havia executado dois bons filmes. Se na sua estréia ele explorou uma crise financeira, no seu segundo filme enfrentou as forças da natureza. Conhecedor do gênero, realiza aqui seu melhor filme. Escalando o elenco com maestria, Chandor opta por uma dupla de peso. Oscar é um ator em plena ascensão e Jessica cada ano se solidifica como uma das melhores da atualidade.

 

O panorama da década de 80 é muito bem construído. O clima é tenso e a desconfiança está por toda parte. O ambiente é sujo e está totalmente contaminado pela decadência que domina a cidade. O perigo está à espera em cada esquina e isso nos deixa com um certo desconforto. Méritos para o diretor que consegue criar uma atmosfera sombria e marcante.

 

O teólogo, Schwantes, acreditava na fragilidade do caráter humano e sua tendência inerente à deformação. Levando isso a diante, Rousseau, do alto de sua antropologia, afirmava que o homem nasce bom e sem vícios, a sociedade o corrompe. Diferentemente, Hobbes, menos singelo que Rousseau, sugeriu que o ser humano é mau por natureza e tem seus vícios freados por meio de regras impostas pela sociedade.

 

Divagações e teorias não faltam para tentar estabelecer a complexidade da natureza humana, no entanto um fato é axiomático: em ambientes hostis para se prosperar é necessário duas peculiaridades, resiliência e capacidade de adaptar-se.