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O Presente

 

 

Nem sempre o mal-estar do indivíduo emerge da insatisfação libidinal, como afirmou um dia Sigmund Freud. Além da tensão física, ou sexual, há uma certa tensão que possui competência para assolar a mente humana de tal maneira que não conseguimos nos livrar dessa condição permanente de insegurança. Essa tensão, a psíquica, é estudada aqui com maestria.

 

Dirigido e escrito pelo ator Joel Edgerton, O Presente é uma grata surpresa. O ator australiano, em franca ascensão, prova-se mais eclético que o esperado e nos entrega um drama/suspense/thriller digno dos grandes clássicos do gênero.

 

A força do filme começa pela excelente escolha de atores, na trama Simon (Jason Bateman, fugindo das comédias agridoce) e Robyn (Rebecca Hall, sempre competente) são um recém-casal estabilizados. O encontro com um colega de escola de Simon, Gordo (Joel Edgerton), revelará um segredo que ameaçará o relacionamento dos dois.

 

A dúvida, quando plantada a semente, gera a insegurança e essa insegurança quando alimentada constantemente instaura um estado de terror na mente do sujeito, é como um câncer silencioso que se alastra sem ser notado. Edgerton sabe disso e manipula esse jogo com perfeição. Sua direção é notável para um estreante, é eficiente e objetiva.

 

Um exercício de delírio fascinante.