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O Último Poema do Rinoceronte

 

 

Bahman Ghobadi é um dos mestres do cinema iraniano ao lado de Jafar Panahi e de Asghar Farhadi. Com seu olhar intenso e robusto, Ghobadi recita um poema fatigante e meditativo sobre as injustiças que nos afetam e os males sem fundamento.

 

Em seu filme mais pessoal, o diretor cria o filme à sua imagem e semelhança. Um poeta curdo é preso por questões políticas infundadas. Depois de trinta anos é libertado e seu único desejo é reencontrar sua esposa (Monica Bellucci), que mudou-se para a Turquia acreditando que o marido havia falecido.

 

Com uma combinação única entre a poesia das imagens em movimento e o grito de cunho político, Ghobadi faz seu filme mais belo. Com uma fotografia exuberante e o uso da luz como poucas vezes se vê, O Último Poema do Rinoceronte é uma experiência claustrofóbica e silenciosa pelo vale da morte. Em suas metáforas líricas o sublime e o terror andam lado a lado.

 

Em um país mergulhado na idade feudal onde necessita-se de permissão até para pensar, Ghobadi, como outros expoentes do Irã, foi forçado a deixar seu país natal para continuar desenvolvendo sua obra. Certa vez disse ele que o cinema e a câmera eram tão bons quanto as armas de fogo, Ghobadi possui então suas próprias armas para lutar contra a decadência mental e defender sua pátria.