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Perdido em Marte

 

 

O veterano Ridley Scott é um dos mais versáteis diretores de cinema, ele já se enveredou pelo terror e suspense com Alien (1979) - o filme que de fato o lançou, apesar de ter realizado antes o excelente Os Duelistas (1977), ainda pouco conhecido -, e Hannibal (2001). Na ficção científica, criou sua obra prima Blade Runner (1982) e o ambicioso Prometheus (2012), vieram os épicos, com o espetacular Gladiador (2000), Cruzada (2005) e Robin Hood, os dramas com Thelma & Louise (1991), Até o Limite da Honra (1997) e Um Bom Ano (2006). Scott queria dar seu ponto de vista sobre a guerra e realizou Falcão Negro em Perigo (2001) e Rede de Mentiras (2008) ambos grandes fitas de ação, além de temas sobre o mundo das drogas com O Gângster (2007) e O Conselheiro do Crime (2013), o último um primor. Até nos contos bíblicos Ridley Scott já se experimentou, com o fraquinho Êxodo: Deuses e Reis (2014). Agora ele retorna ao seu conhecido mundo da ficção científica, lugar em que concebeu suas maiores histórias, contudo com um apelo mais cômico, mostrando até então um lado desconhecido da sua vasta fotografia.

 

A história é sobre um astronauta, Mark Watney, (Matt Damon) que, durante uma missão em Marte, é abandonado por seus colegas após ser dado como morto. Ele acorda sozinho no planeta vermelho e, contra todas as probabilidades, terá que encontrar um meio de sobreviver e retornar à Terra.

 

O filme é muito bem dirigido e conta com uma grande atuação de Matt Damon, a ressalva fica para o elenco de apoio subutilizado. Fotografia, montagem, efeitos especiais e trilha sonora são tecnicamente irrepreensíveis. Até a primeira metade do filme, é empolgante ver as manobras criativas que Matt Damon executa para tentar se manter vivo, seus momentos cômicos, apesar de aparecerem com frequência exagerada, são divertidos e entretém, há toques de Náufrago com Interestelar e Gravidade. Já na segunda metade, o filme cai no lugar comum apresentando uma lista extensa de clichês, caminhos previsíveis, soluções fáceis culminando para um final que gera um forte incômodo, ao melhor estilo Armagedom.

 

Matt Damon com seu estupendo carisma e presença em cena consegue nos fazer embalar na história e comprar esses argumentos ultrapassados. É um filme leve, otimista, engraçado e vibrante, sem dúvida o melhor blockbuster do ano.