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Slow West

 

 

Há algum tempo os faroestes - gênero que foi impulsionado pelo crescimento dos Estados Unidos no final do século XIX rumo ao Oeste Selvagem - perderam sua força no imaginário da sétima arte, talvez por conta da carência de filmes bons e relevantes. John Maclean, apaixonado pelos westerns, decide não apenas fazer do seu pirmeiro filme um faroeste, como também reformula sua espécie dando forma à um atípico western moderno.

 

No lugar das famosas frases de efeito, temos muito humor cínico. Saem os caubóis viris para dar lugar a um garoto inocente e desastrado. Ao invés de vingança, Joh Maclean fala sobre o amor, e até em suas locações Slow West é inusitado; se passa na América, mas é gravado na Nova Zelândia. Nessa união de características errantes tem-se um produto primoroso, é na imperfeição de conceitos até então sagrados que Slow West pede passagem e salta aos olhos.

 

John Maclean narra a jornada de um jovem, Jay Cavendish, à procura de sua amada que fugiu para terras distantes após ser acusada de cometer um crime. Nessa desesperada trajetória ele terá a ajuda de Silas Selleck, o genial Michael Fassbender.

 

Sua narrativa é diferenciada dos tradicionais temas abordados do gênero, há uma certa melancolia romantizada misturada com contos de uma certa forma quase poética. É simples e complexo ao mesmo tempo, e essa contradição talvez seja seu principal recurso. Fassbender é sempre um show a parte, incrível como esse alemão consegue se encarnar com maestria em qualquer tipo de persona, e, dessa vez, tem um rival à altura: Ben Mendelsohn, ator experiente e conceituado que vem retornando aos grandes papéis, seja no cinema ou na TV.

 

Com suas pinceladas pitorescas, John Maclean cria uma parábola para falar sobre seres humanos irremediáveis, seja por amor, seja pelo sofrimento.