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Sniper Americano

 

 

Adaptação do livro autobiográfico, conta a história real de Chris Kyle (Bradley Cooper), atirador de elite das forças armadas especiais da marinha americana (SEAL). Durante quase 10 anos ele matou mais de 150 pessoas, sendo considerado um herói de guerra nos EUA.

 

Clint Eastwood renomado diretor de alguns clássicos do cinema como Os Imperdoáveis e Sobre Meninos e Lobos, há algum tempo tem realizado filmes apenas bons. A Troca, Invictus, Além da Vida e J. Edgar são exemplos disso (Jersey Boys é tão ruim que é preferível esquecer que faz parte de sua filmografia). Esse não foge ao recente padrão.

 

Eastwood, republicano inveterado, coloca sua paixão pela nação na tela com todo o fanatismo patriótico que existe em seu coração (a cena inicial à mesa com o Pai explicando aos filhos sobre a vida, usando metáfora dos Lobos, Cordeiros e Cães Pastores é de uma pretensão desnecessária, típico heroísmo fajuto americano). Para os americanos, eles são os super soldados prontos a entrar em qualquer Guerra, mesmo não sendo deles. São os guardiões do planeta Terra. Seus homens são os heróis dos tempos modernos, marchando por um mundo melhor.

 

Apesar dos arroubos de idolatria, Eastwood consegue entregar um material mais denso e reflexivo do que propriamente armamentista. Cria com perfeição um suspense angustiante focando não apenas no "herói" (ou mito como eles preferem) de guerra, e sim sobretudo no homem e seus dilemas morais e sua relação entre o dever com o exército e com a família.

 

Bradley Cooper tem a atuação da carreira, mudando não apenas seu corpo, como sotaque, jeito de andar e adquirindo os trejeitos do personagem real. De fato é uma entrega louvável para o ator que a cada trabalho aumenta o nível do seu desempenho.

 

No final é um bom retrato do gênero, com temáticas e ação bem diferentes do que estamos acostumados a ver.