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The Family Fang

Jason Bateman dirige seu segundo longa ampliando seus horizontes e suas complexidades, diferentemente do primeiro, Palavrões (2013), a comédia é tratada de forma melancólica e racionada. Annie (Nicole Kidman) e Buster (Jason Bateman) sempre foram negligenciados afetivamente em prol do que seus pais consideravam como arte. Em segundo plano a vida toda, eles dois se tornaram os coadjuvantes necessários para que o trabalho dos pais fossem efetivados. Já crescidos, eles retornam à casa dos pais afim de consertar suas relações, mal eles sabem que irão se envolver no grande último espetáculo orquestrado pelo casal.

As experiências acumuladas durante nossa existência se fixam na memória, as mais traumáticas, no entanto, podem ser reprimidas na profundidade do inconsciente já que possuem cargas emocionais dolorosas e complexas.

 

Quando estamos diante de energias altamente afetivas, essas cargas reprimidas e escondidas emergem para a consciência interferindo diretamente na sanidade psíquica do indivíduo, os traumas de infância são, desde sempre, os traumas com maior poder afetivo e, consequentemente, de corrosão no futuro.

Essas conchas emocionais de energia emancipadas do inconsciente são chamadas por Jung de complexos autônomos e sua influência negativa dependerá da carga energética que ela carrega.

O trauma é inevitável ao longo da existência de qualquer pessoa, e toda pessoa que se quebra, assim como um cristal, não o faz aleatoriamente, mas expõe as linhas de fragilidade que, embora invisíveis, já estavam presentes em sua estrutura.