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The Keeping Room

 

 

O feminismo é um movimento que teve sua primeira onda no final do século XIX e início do século XX no Reino Unido e nos Estados Unidos, antes disso não tínhamos a menor idéia do que é realmente uma mulher, e isso vale para mulheres e homens. A cultura ocidental, em muito do que ela é hoje, deve-se a este movimento. Claro que, como todo movimento, ele possui os indivíduos estúpidos, os denominados xiitas, o exagero do exagero, que beiram à caricatura.

 

Daniel Barber utiliza-se da força do sexo feminino para criar seu segundo e, de longe, melhor filme. A história se desencadeia no fim da Guerra Civil americana, Augusta (Brit Marling) - espetacular atriz, infelizmente pouco conhecida do grande público, que escolhe seus filmes à dedo e demonstra uma predileção pelos independentes como, A Outra Terra e I Origins, dois filmes imperdíveis -, sua irmã e sua escrava vivem sozinhas na fazenda, enquanto os homens foram lutar na guerra. Juntas precisarão lutar com todas suas forças quando são ameaçadas por espólios de guerra.

 

Um western diferente, e muito bem vindo, feminista e violento, na zona rural da Carolina do Sul, focado no poder da resiliência de três bravas mulheres em tempos caóticos e sem ordenamento. Ao desafiar o gênero imortalizado por Sergio Leoni, Daniel Barber subjuga as tradições com o instrumento da fúria.

 

Para Aristóteles as mulheres não são tão racionais como os homens, e, por isso, são naturalmente governadas por eles. Se Aristóteles tivesse conhecido Augusta, sua visão distorcida sobre o assunto teria sido diferente, impedindo que ela se tornasse um dos pilares no embasamento sobre a diferença dos gêneros na Idade Média.