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Theeb

 

 

Filme Jordaniano indicado ao Oscar de Língua Estrangeira, é situado no Império Otomano e se passa durante a Primeira Grande Guerra. Na imensidão do deserto vive um garoto, Theeb, junto a sua tribo beduína. O aparecimento de um oficial britânico pedindo ajuda fará com que ele inicie uma jornada ao coração selvagem de um território interminável de pó e brutal.

 

Naji Abu Nowar escreve e dirige essa pérola da sétima arte colocando o cinema da Jordânia no mapa dos grandes circuitos e premiações, um triunfo da cinematografia minimalista montada de forma modesta, porém solene. Um drama ímpar, que além de expor e exaltar os costumes beduínos relaciona a realidade rigorosa de um povo acostumado a sofrer juntamente com o cenário político e social ao qual estavam inseridos.

 

Com um cenário desmedido e espetacular, a fotografia certamente é um dos pontos alto do filme, calorosa e contundente ela nos guia para dentro de uma parábola violenta e humana sobre a perda da pureza e o amadurecimento precoce e árduo de uma criança.

 

Para Nietzsche a civilização foi criada à base do mais forte - podendo ser também entendido como forte o indivíduo mais inteligente, adaptável, que se destaca da massa - e o peso da moralidade fez com que essa realidade fosse negada em prol dos mais fracos, invertendo os valores aos quais fizeram com que os Homens se elevassem perante os outros seres. De forma implacável Abu Nowar revive a realidade e os valores nietzschianos ao fantasiar com o mito do Lobo para falar sobre o instinto de sobrevivência: Se os lobos te ofecerem amizade, não conte com a sorte. Eles não ficarão ao seu lado quando você estiver enfrentando a morte, diz o filme a certa altura.

 

Na batalha épica diante de um destino desafortunado não há meio termo, prevalecerá a lei do mais forte.