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Victoria

 

 

Rodado de forma ininterrupta entre os seus, exagerados, 138 minutos, Victoria foi aplaudido em Berlim, e já está sendo chamado de o novo Corra, Lola, Corra. Para alguns esta forma de filmar é pura arte, a aproximação máxima entre o cinema e o teatro, para outros apenas um truque para chamar atenção. Fato é que não é fácil, demanda concentração, comprometimento, agilidade e improvisão ao extremo.

 

Victoria é uma jovem espanhola tentando a vida em Berlim. Em um clube ela conhece Sonne e, rapidamente, uma química surge entre os dois. O que era para ser apenas mais uma noite feliz na cidade que não dorme, é interrompida quando Sonne e seus amigos são convocados à pagar um dívida antiga. Victoria resolve ajudá-los e o caos se instaurará.

 

O autor dessa audácia é Sebastian Schipper, que tanto escreve quanto dirige, mas o próprio já declarou que mais da metade dos diálogos não estavam escritos - o roteiro tinha 12 páginas -, surgiram em uma combinação do feeling com a criatividade.

 

O filme demora engrenar, seu início é arrastado e transmite uma sensação de que ninguém sabe o que está acontecendo, se essa noção de que estão todos perdidos  e simplesmente estão ali passando a hora foi proposital ou não, não sabemos, mas se encaixa perfeitamente na história da juventude ociosa e desnorteada que Schipper delineou. Quando engrena, o filme se transforma em um show frenético e caótico poucas vezes visto e, nossa onipresença, ao lado dos personagens, exponencia a experiência brilhante.

 

Um ensaio insano e ambicioso que vale a pena ser visto, um triunfo do cinema amador.